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07 de setembro, Independência ou Hipocrisia?

Independência ou Morte! Foi o brado retumbante ouvido as margens do rio Ipiranga em 07 de setembro de 1822. E repetido desde então na mesma data como símbolo da ruptura do Brasil com Portugal e início da Nação Brasileira como um país independente. A história que aprendemos na escola não corresponde literalmente aos fatos. O Brasil não se tornou independente com um grito. E como não houve guerra sabe-se que a dita independência foi aprovada por uma transação financeira, além disso, D. Pedro I não o fez porque amava o país, mas sim por estar sendo pressionado pelas oligarquias da época e também pela população. Ora todas essas preliminares para demonstrar que a visão que temos nem sempre corresponde à realidade dos fatos. Por mais que imaginemos que até mesmo presenciamos algo descobrimos que de outro ponto de vista a impressão provavelmente será outra. Pois bem vejamos os desfiles de 07 de setembro, uma atitude cívica, uma demonstração de respeito e amor a pátria. E todo o ano é a m...

Um Show de Educação nos EUA Cristovam Buarque

Recebi esse email e sabendo que alguma pessoa ainda leem esse blog faço questão de posta-lo: Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque: "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. "Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. "Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O ...

Compensação de dolo

Art. 150 do Código Civil: “Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio, ou reclamar indenização” O art. 150 do CC traz uma situação intrigante para o nosso ordenamento jurídico, imprescindível contudo é parir do princípio, entendendo o que vem a ser dolo no direito Civil. Diferentemente do Direito Penal no qual o dolo é a intenção, o desiderato de praticar ato contrário a lei, no direito Civil, dolo é o erro provocado por outrem. Nos dizeres de Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona: “todo artifício malicioso empregado por uma das partes ou terceiro com o propósito de prejudicar outrem, quando da celebração do negócio jurídico”. No dolo, a declaração de vontade está viciada por um erro proveniente das manobras de outrem para obter a vantagem em prejuízo do declarante. Há que se destacar que o atual CC/02 só admite anulação por dolo principal (dolus causam dans), no qual a causa determinante do negócio jurídico é frustado pela conduta dolosa. D...

Camisetas universitárias (furtei do blog da Beth Cerquinho)

Tudo começou quando a turma de Direito da faculdade resolveu transformar uma célebre frase em camiseta e ela virou moda no Campus. A turma fez a seguinte frase: "Seu namorado faz Direito? Vem cá que eu faço!" Aí o pessoal de Medicina resolveu provocar: "Ele pode até fazer direito, mas ninguém conhece seu corpo melhor que eu." O pessoal de Administração não deixou por menos: "Não adianta conhecer o corpo, fazer Direito se não souber Administrar o que tem!" E a Turma de Agronomia mandou esta: "Uns conhecem bem, outros fazem direito, e alguns sabem administrar o que tem,mas plantar a mandioca como nós ninguém consegue!" E não termina por aí! Depois foi o pessoal de Publicidade: "De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar e plantar a mandioca se depois não puder contar pra todo mundo?" Logo veio a turma da Engenharia participar também da brincadeira: "De que adianta conhecer bem, fazer direito, sab...

Ravengar: Ordem e Progresso (email ao Correio da Bahia)

Prezados jornalistas do Correio da Bahia, Envio esse email a redação desse magnífico jornal para falar um pouco sobre a matéria intitulada Estatuto do Crime do dia 6 de outubro. Bom, de início imprescindível analizar a repercussão que o assunto teve na Bahia, em todas as mídias o assunto foi divulgado como se fosse o supra-sumo do poder dos criminosos na Bahia. Acredito eu, na minha mera opinião de leitor, que, os meios de comunicação e a sociedade baiana, cada um de nós deve deixar a hipocrisia de lado e constatar a realidade. Não é novidade para ninguém que o Estado nunca mandou nos presídios, não somente aqui na Bahia, mas, em todo o Brasil. Os fatos: existe um código de ética e condutas entre os criminosos. Qual a novidade? Pela reportagem o próprio Ravengar entregou a cópia do “ Ordem e Progresso” ao superintendente de assuntos penais da SJCDH, Isidoro Orge, pedindo que fosse encaminhada ao MP, Defensoria Pública com o intuito de se tornar um código geral. Ora, ao contrári...
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Hoje eu recebi um email que me chamou atenção e faço questão de traze-lo para esse blog, é uma história real que mostra a que ponto estamos chegando nessa busca desenfreada por dinheiro. Uma moça escreveu um email para uma revista financeira pedindo dicas sobre "como arrumar um marido rico". Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da moça, foi a disposição de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada. Segue: Mensagem/email da MOÇA: "Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada, 1,75m e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas? Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West. Conheço uma mulhe...

A revolução Pós-Moderna e o paradigma da desigualdade

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Ao ler o título acima você já pensa duas vezes antes de iniciar a leitura. Pós-Moderno? Esse cara vai falar de filosofia e não vou entender nada. Pretendo sim falar um pouco de filosofia mas, com uma abordagem concreta de modo qualquer um possa compreender, discutir e discordar. Para começar é bom tentar expressar, de modo claro e simples o que é Pós-Modernidade. É o momento em que estamos vivendo. E por ser tão próximo é tão difícil de conceituar. Como dizer o que marcou e o que caracterizou determinada época se estamos presenciando isso no nosso diário. Somente as gerações vindouras poderão examinar com segurança os processos em curso. Quando digo Revolução, não e refiro a revoltas, guerras nem nada do gênero. Ao cunhar esse termo o faço em relação as grandes mudanças na forma de pensar a sociedade e suas instituições aliada a uma aceleração, sem precedentes, nas tecnologias de comunicação, de artes, da genética entre tantas outras mudanças que ocorreram desde a segunda metade do ...